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  • Culturete

    O cara nesse texto está falando de que a globalização não é nova. Isso eu sei. É um processo antigo e natural do nosso querido capetalismo. Sem problemas não há história, nem na literatura, nem em lugar nenhum.

    Como eu tenho que encher lingüiça, nosso lindo Luis Felipe Ribeiro zoa Paulo coelho pela segunda vez, e com razão, como ícone desse processo na literatura. Tou com sono e sem paciência de escrever,... Professor, acho muito chato ter que escrever sobre algo que não quero. Gostei de ler o texto, achei lindo e inteligente, mas não agora. Sei que isso é pra obrigar os outros a lerem. Mas eu já leio todos os dias. Sei que é bom ler o Luis Filipe Ribeiro. Mas quando eu tenho vontade e não estou com sono. Já tenho os textos, posso procurar livros dele, e vou procurar, porque eu achei interessante e não porque você me obrigou a ler!

    Essa porra de fichamento uma vez por semana é um saco. Não precisa me obrigar a ler para que eu leia.

    Infelizmente não entendo essa sua tática. Ou até entendo, mas não aceito. Vou fazer um café e lhe entregar um texto artificialíssimo, mecanicamente floreado. Odeio escrever no computador, e odeio mais ainda ler no computador. Queria ter o direito de entregar o trabalho escrito à mão. Mas o padrão acadêmico não é esse. Vai ver que é mais importante que o conteúdo.... que nem certos eruditos, não? Fichamentos intertextuais de duas páginas.... não entendo por que minha opinião sobre um texto não pode ter três ou quatro linhas. Não sou muito culta, e também não me interessa falar um monte de merda pra impressionar quem quer que seja, muito menos professores univeritários eruditos intelectuais acadêmicos que se acham deuses que são incapazes de assumir que cagam... então acho muito natural escrever pouco enquanto ainda não passo pela lavagem celeblal e meu cérebro não vira lavagem....

    Quem sabe um dia, talvez quando eu repita o período aprenda a bajular e me fazer de culturete. Vou captar a essência do seu curso. Mas, no momento, não tenho a mínima vontade de escrever mais que algumas linhas sobre esse texto. Vou ficar reprovada, paciência.

    Sem mais “mas”, paro por aqui. Acho que esse vai ser meu fichamento. Bom dia.

  • Tcha-tcha-tcha

    Todo início é meio difícil...porque todo início é tímido, e é tímido porque começa sem naturalidade e com muita pretensão. Então aqui vou escrever o que me dá vontade, o que eu gostaria de falar a quem estivesse perto. Porque eu queria alguém por perto. Em primeiro, seja lá para quem fosse, eu diria como hoje foi um péssimo dia, de tão ruim que foi, nada de ruim aconteceu. Simplesmente nada aconteceu. Lutei nada contra o nada. E como eu te amo, sim... aqui posso dizer, porque gostaria de te ter ao meu lado agora, sim, agora estou especificando. Que mal tem amar? todo início é tomado de uma timidez pretenciosa, é aí que está o mal, e o mal é o medo.

    amanhã, eu diria para um outro qualquer, o que eu já cansei de dizer pra todo mundo. Mentira. não cansei nada porque ainda estou dizendo. Ou verdade, porque não tinha dito se estava me cansando ou cansando os outros.

    perdi os documentos e tive que ir à delegacia. Ao meu lado esquerdo havia uma bicha frenética com francesinhas nas unhas, e do meu lado direito não sei mais quem. Estava tão desligada que demorei pra perceber que a bicha era bicha e que usava unhas francesinha.

    E hora era pra eu ter corrido também,. mas não corri. Tive preguiça e aquela mesma timidez pretenciosa do início me arrebatou osa planos. Vieram os soldados descamisados da vila militar correndo e gritando em coro. E eu lá no início, já querendo ser tão forte quanto um soldado descamisado. Parei e não fui mais.

    Agora vou terminar. Vou terminar assim mesmo. Não quero um fim trabalhado, hoje não quero trabalhar nada. Quem sabe um dia? Hoje só quero existir um pouco. Não sei nada, não leio as notícias do jornal, são tudo mentira. Fiquei assim desde o dia em que levei estilhaços de vidro na passeata. Quase fico cega por causa de um policia, nem assim consigo aparecer na televisão. Vida injusta.

    Por um momento esftriei e me quedei a observar a tela do monitor, na caixa de testo do bloque. Interessante, as palavras que eu tinha escrito ha tanto tempo ainda não tinham aparecido ainda na caixinha. Vi o quão tolo deve pareecer isso tudo e me dei razão em nunca ler nada que eu escrevo. Mas não tenho razão em não mostrar,. eu não leio, mas alguém agora vai ler. Quero existir um pouco. Sem o medo pretencioso de quem começa a existir ontem e já deseja ser grande coisa. Que eu seja uma grande merda e boa noite. sem reler nem consertar nenhuma linha, sem olhar para a tela do monitor enquanto escrevo e somente tão somente para os meus dedos dourados, boa madrugada

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